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José Cid enche Praça da Canção

Foi com a tenda principal da festa das latas de 2009 a abarrotar que José Cid, o último dos cabeças de cartaz, começou a sua actuação.

“Mais um dia”, tema do mais recente álbum do cantor fez as honras, mas foi com uma versão de “Amanhã de Manhã” que José Cid começou a cativar a plateia.

No restante concerto, como já se esperava, clássicos como “Um grande, grande amor”, “Como o macaco gosta de banana”, “Cai neve em Nova Iorque”, “A minha música”, “Na cabana junto à praia” e por último, “20 anos”, levaram a plateia ao rubro.

Por entre as músicas, José Cid foi apresentando a banda que o acompanhava e interagindo com o público. Numa das ocasiões comentou e respondeu a cartazes que neles tinham escritas frases como “Cid, descasca-me a banana” ou “Cid faz-me um filho”.

Para além de, ao longo do concerto, o artista ter feito várias referências à música que se fazia nos anos 50, nomeadamente o rock’n’roll, teve tempo ainda para pedir ao público uma salva de palmas para o falecido Adriano Correia de Oliveira.

De referir ainda a participação de José Perdigão que, com Cid ao piano, interpretou um tema de Ney Matogrosso.

Depois de abandonar o palco pela primeira vez, José Cid voltou a pedido do público de Coimbra para repetir algumas músicas já interpretadas.

Já na conferência de imprensa o artista falou de “um regresso emotivo a Coimbra” e de uma “evolução musical patente no novo trabalho”, trabalho que segundo ele está a ser bem aceite pelo público e espera “chegar aos 10 primeiros lugares do top em apenas três ou quatro semanas”.

Além de temas recentes falou de assuntos antigos como o Quarteto 1111 ou a inspiração que a censura concedia à música portuguesa. Música esta que segundo José Cid ainda hoje é censurada pelas rádios.



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