‘Records’ de afluência e cartaz “musicalmente rico” fazem da edição de 2009, segundo os organizadores, a “melhor Latada de sempre”
A opinião dos organizadores da Festa das Latas 2009 é a de que esta foi a “melhor Latada de sempre”. Logo a começar no cartaz das bandas, o vice-presidente da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), João Alexandre, sublinha a “riqueza musical e os estilos diferentes que agradam a todos os gostos”. A iniciativa de, na noite do Sarau Académico, 22, haver transmissão da música do palco nas tendas foi, segundo João Alexandre, “uma escolha acertada, uma vez que esse é o objectivo de um sarau”.
A afluência à Praça da Canção foi considerada um sucesso pelos organizadores. “A noite de sábado, que contou com mais de 30 mil pessoas, foi uma das mais fortes de sempre”, assinala o presidente da DG/AAC. Jorge Serrote realça também as noites do Sarau Académico e domingo como “boas surpresas”.
Quanto às mudanças implementadas pela organização deste ano, João Alexandre refere que o facto de os concertos terem começado mais cedo revelou-se benéfico, dado que impede que as últimas bandas se vejam apressadas a terminar. A comercialização da “marca Festa das Latas” é também assinalada por Alexandre. “Vemos muita gente com a t-shirt da Festa das Latas, penso que foi uma marca muito bem vendida”, nota. Este ano, pela primeira vez, os artistas foram convidados a pintar uma tela ao seu próprio estilo. Jorge Serrote adianta que “o objectivo é leiloar as telas a instituições de solidariedade”.
A antecedência com que se iniciaram os preparativos do evento foi considerada por Serrote como o grande segredo da organização. “Por vezes fica tão em cima da hora que não se conseguem as bandas que se quer”, conta. O presidente da DG/AAC revela ainda que, “tendo em conta o orçamento e aquilo que é realizável, foram conseguidas as bandas ambicionadas”.
“O cansaço e a difícil conjugação entre o trabalho da DG/AAC e da organização da Festa das Latas” foram, para João Alexandre, as principais dificuldades.
Os excessos dos estudantes, uma face das festas académicas sempre muito criticada, observaram uma diminuição a nível global, adianta Jorge Serrote, não havendo, contudo, ainda dados concretos.
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